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Stefano Aguiar de olhos fechados e mãos abertas, sob a luz da janela

Quarto da Verdade

Antes de formar uma
opinião, conheça os fatos

Conheça os fatos
01 Antes do conflito Uma vida dentro da igreja

Não era apenas uma função. Era a minha história.

Eu nasci e cresci dentro da Igreja do Evangelho Quadrangular. Minha família, minha fé, meu ministério e uma parte importante da minha vida pública foram construídos nesse caminho.

Por isso, os acontecimentos de julho e agosto de 2026 não podem ser entendidos como um episódio isolado.

50
anos de vida ligados à igreja.
22
anos de ministério quadrangular.
14
anos como superintendente.
04
mandatos como deputado federal.
02 Onde tudo começou O antecedente familiar
Registro de termo de transferência do terreno Abrir: Registro de termo de transferência do terreno Termo de transferência do terreno Abrir: Termo de transferência do terreno

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O conflito começou
antes das decisões
ministeriais e políticas.

Após alguns desentendimentos familiares, cujas soluções não ocorreram da forma esperada pelo presidente nacional, os atritos entre o Pr. Stefano e outros membros da família começaram a se intensificar.

Nesse contexto, o presidente nacional solicitou que o Pr. Stefano e outra pessoa assinassem um documento de cessão de um terreno que estava registrado em nome de ambos. O Pr. Stefano atendeu à solicitação de imediato, sem interesse em prolongar ou alimentar qualquer conflito familiar.

A partir daí, a situação passou a gerar um desgaste entre o Pr. Stefano e seu tio, uma vez que o presidente nacional passou a cobrar de Stefano que interviesse para que essa outra pessoa assinasse o documento.

O Pr. Stefano, porém, não tinha autoridade para determinar ou obrigar ninguém a tomar essa decisão. Por se tratar de uma escolha individual, a questão precisaria ser resolvida diretamente com o presidente nacional.

03 Os acontecimentos em ordem

13 jul

Eu participei de uma reunião no Conselho Estadual da Igreja do Evangelho Quadrangular com o presidente nacional e sua esposa, três advogados e outras duas pessoas. Fui cobrado para resolver a assinatura do documento por outra pessoa. Reafirmei que não tinha poder para obrigá-la a tomar essa decisão. Fui tratado com hostilidade. Ouvi palavras de baixo calão e fui expulso da sala em meio a gritos. Saí da sala de reunião do Conselho me sentindo humilhado e profundamente abalado.

Naquela noite, desabafei por áudios no WhatsApp com meu primo, com quem eu acreditava ter uma relação de confiança. Cansado de ser tratado de maneira humilhante, com tanta pressão, eu disse que não desejava mais a função de superintendente, não queria acumular cargos e pretendia me dedicar à igreja local.

Depois desse áudio, não falamos mais sobre o assunto e continuei exercendo o cargo de superintendente normalmente. Posteriormente, esse mesmo áudio foi usado de forma maldosa e indevida, em outro contexto (após minha saída da Igreja Quadrangular), enviado para um site conhecido de “fofocas”, para tentarem me prejudicar, para induzir as pessoas a pensarem que não foram eles que arbitrariamente me tiraram do cargo de superintendente, mas sim, para o público em geral pensar que eu pedi que me tirassem do cargo.

03 ago

Naquela manhã, participei de reuniões com a liderança. Depois, o presidente nacional pediu que outras pessoas deixassem a sala e permaneceram o presidente nacional, sua esposa, dois advogados, o presidente estadual e eu. Fui novamente tratado com hostilidade. Ouvi palavras de baixo calão, ofensas pessoais e ofensas dirigidas aos meus pais, que são irmã e cunhado do presidente nacional.

Eu disse ao meu tio que sempre o havia respeitado, servido e admirado ao longo de sua vida, mas que, naquele momento, já não sentia respeito, e sim medo, em razão da forma como vinha sendo tratado, das ligações marcadas por gritos, palavrões e ameaças.

Chorei durante a conversa. Poucos minutos depois, o presidente nacional se exaltou e me expulsou da sala em meio a gritos e palavrões. Saí do Conselho chorando. Pessoas que estavam no local me viram até eu entrar no carro e partir.

Nas duas reuniões de que participei, não tive a oportunidade de ter ao meu lado nenhuma testemunha que pudesse referendar a minha versão. A sala onde ocorreram os episódios relatados possui câmeras. É recorrente que o presidente nacional tenha suas próprias testemunhas, para inverter a história a seu favor.

06 ago

Havia duas reuniões previstas: uma às 14h, com líderes e vereadores, e outra às 15h, presencialmente, com superintendentes da Grande BH e do interior.

Participei da primeira. A segunda foi cancelada pouco antes do horário, por mensagem de WhatsApp, sem justificativa apresentada.

Naquela noite, depois do culto em minha igreja, recebi pelo WhatsApp um comunicado assinado pelo presidente estadual, informando o encerramento do meu exercício como superintendente.

O comunicado não apresentou justificativa. Antes dele, não recebi telefonema nem fui convidado para uma conversa presencial sobre a decisão, após 14 anos na função.

7-8 ago

Uma reunião mensal presencial de pastores estava marcada para sábado, 8 de agosto, às 10h, na 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular. Na sexta-feira, 7 de agosto, às 20h02, fomos informados de que ela deixaria de ser presencial e passaria a acontecer on-line. Durante a reunião, o presidente nacional fez um longo discurso sobre ingratidão e citou o presidente estadual como exemplo de alguém que nunca havia levantado a voz contra ele.

Depois, foi anunciado que outro pastor seria o candidato a deputado federal apoiado pela igreja.

Até aquele momento, eu afirmo que não havia sido informado dessa decisão. Minha candidatura já havia sido registrada pelo partido em 3 de agosto e havia sido anunciada como apoiada pela igreja. Meu nome não foi mencionado por meus líderes durante a reunião. Eu já exercia meu quarto mandato e, ao longo de 22 anos de ministério, nunca havia sido motivo de escândalo para a igreja.

Diante da sequência desses acontecimentos, passei a interpretar o que estava acontecendo como uma ação de vingança pessoal contra mim.

Clique em cada data para entender.

04 A decisão Por que decidi sair?

Depois dessa sequência, eu entendi que precisava seguir outro caminho.

O conflito familiar havia chegado à relação ministerial. Eu havia sido retirado de uma função exercida por 14 anos sem uma justificativa apresentada a mim. E descobri, durante uma reunião, que outro candidato passaria a receber o apoio institucional.

Foi a partir desses acontecimentos que passei a interpretar o que estava ocorrendo como uma retaliação pessoal.

Depois de refletir sobre a situação, decidi me desligar da instituição.

05 O que permanece Depois da saída

Sair não apaga cinquenta anos de história.

Eu continuo reconhecendo tudo o que vivi, as pessoas que fizeram parte da minha caminhada e aquilo que aprendi. Minha decisão não é uma disputa para possuir o passado. O que pertence à igreja permanece com a igreja.

Minha fé, minha família, minha experiência e o compromisso de servir continuam comigo.

Gratidão é laço.

Não é algema.